quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ZZYZX-NeoWar - Capitulo 1

Atenção
Para uma maior compreensão da história, leia o prólogo.




Missão


Ruínas. A única palavra que poderia descrever o estado atual de uma metrópole que foi uma das maiores do mundo. E que agora esta reduzida a prédios desabitados e cinzas voando ao vento. Passos são ouvidos ecoando através do vazio da cidade, e pelo som parecem ser muitos.


Meu nome é Leroy Richards, capitão do esquadrão Alfa da DICANEO. Recebemos notícias de que haveria uma massiva quantidade de Neolianos aqui neste local esquecido por todos. A história diz que aqui foi dado o confronto final contra os neolianos, em que o resultou no estado atual deste lugar quase que abstinente de vida. Alguns dizem que muitos chegaram a perder a visão ao contemplar formas indescritíveis a simples mentes como a nossa.
- E com certeza não haverá mais nenhuma testemunha de tal ato, certo capitão!? -Fui privado do pensamento por uma voz suave porém firme.
Ao me virar vejo que não é ninguém menos que minha segunda em comando, Yumi Yagami, uma não-viva que diz ter vivido no período feudal. Seus cabelos longos se ressaltavam ao vento e seus olhos exalavam uma aura roxeada e hipnotizante, seu corpo escultural, que esconde sua mortalidade e falta de hesitação no campo de batalha, estava coberto em um uniforme justo que a fazia mais bela que uma simples roupa de pessoas comuns. O símbolo da DICANEO, que é representado por duas espadas em forma de cruz estava estampado em seu braço.
- Você não deveria ler a mente de outras pessoas segundo a Nova Lei Mundial, Yumi.- Me virei já dando a repreensão em tom de ironia.
- Digamos que foi um descuido seu, porque é a segunda vez que consigo ler sua mente em quinze anos, capitão.- Ela responde com um leve sorriso.
- E quando foi a primeira vez?- perguntei sem pensar duas vezes.
- Isso é um segredo só meu.- ela responde da mesma maneira.
- Está bem, me dê o relatório do grupo que enviei algumas horas atrás.- mudei de assunto, pois minha concentração se voltou ao objetivo ao qual fui mandado para cá.
- Não há relatório,senhor. O grupo ainda não voltou.
 Impressionado com a resposta vejo que nada além de nós dois e um pequeno contingente de soldados, só vejo um vasto campo sem vida coberto pela escuridão da noite, apenas iluminada pela luz das estrelas.
- Então vamos ter que dá-los como mortos, pois nunca vi um esquadrão não fazer comunicação em tantas horas em plena missão. Vamos em frente.
- Hai!!!- respondeu Yumi com uma voz alta e bem audível a metros de distância.
- Não precisava responder em outra língua, muito menos tão alto, sabendo que essa é uma missão que exige descrição, supondo que o inimigo não saiba que estamos aqui, embora eu ache que já descobriu.-Repreendi ela sem sequer uma nota de compaixão.
- Sim,senhor.- Ela responde com uma voz quase que muda comparada ao grito anterior.
 Soldados -chamo a atenção de todos que imediatamente se levantam- hoje teremos uma missão simples, mas como alguns de vocês acabaram de ser formados, aviso que não é tudo como acontece nos centros de treinamento da base. Isso é uma situação real em que a morte está ao lado de vocês acompanhando cada ação e esperando para que tenha a oportunidade de cortar o cordão de prata que separam vocês desta vida com a vida dos não vivos, e digo que é muito difícil se habituar a um corpo etéreo nos dias de hoje por experiência própria. Espero que correspondam as minhas expectativas para hoje. Vamos em frente.
- Sim, senhor.-Falam em voz baixa, pois acompanharam a bronca que dei em Yumi-
 Volto a ler o sumário da missão. Ele dizia que era um grupo considerável de Neolianos, mas que a maioria era inofensiva. Devíamos apenas cuidar dos que poderiam causar certa dificuldade ao esquadrão de repreensão em massa. É dito também de um bônus se a população fosse dominada sem nenhuma baixa (o que pra mim já não é novidade, pois foram raras as vezes em que perdi companheiros em missões simples como essa).
 Após todos terem se preparado para a missão, nos separamos para evitar atrair a atenção de possíveis guardas escondidos nas ruínas, e fomos para o ponto de encontro que ficava próximo ao local que nos foi indicado. Havia um guarda de prontidão em frente a uma espécie de passagem entre prédios caídos. Yumi imediatamente vai em direção ao guarda dizendo: -Não poderia ser mais difícil?!
 - Quem é você?- O guarda pergunta em voz de autoridade
 - Apenas uma garota que trouxe algumas amigas para festa de casamento de sua irmã.- Ela responde olhando firmemente aos olhos do guarda.
 Logo vejo o guarda caindo ao chão como se estivesse tomado por um sono incontrolável, agora vejo a utilidade que negava em ter em meu esquadrão vários anos atrás. Imediatamente eu e meus soldados entramos no local. Alguns precisavam ficar para trás, pois eram carnais puros, e não aguentariam o ambiente frio em que eu, um não-vivo após a revelação, Yumi, uma não-viva antes da revelação, e mais outros soldados de mesma situação.
 Quando chegamos ao local, fomos diretamente ao prédio mais alto para ver a situação do ambiente.Vimos que os soldados eram poucos, então resolvi dividir os meus soldados para neutralizá-los. Interrogamos um deles e o forçamos a nos levar a seu líder. Ele nos levou a um lugar abaixo da superfície, mas que por mais estranho que pareça , estava ficando mais claro. Disfarçados de simples serviçais, passamos sem sequer deixar suspeitas, e logo adentramos ao recinto em que o líder se localizava. O líder era uma pessoa jovem, cabelos castanhos e curtos de estatura média, e seus olhos azuis. Logo vendo que era um ataque, ele com mais alguns guardas nos atacam. Tolos eles, achando que poderiam nos derrotar apenas sendo em maior número. Mal sabem ele que somos treinados para enfrentar uma sala de aula inteira para podermos passar para a classificação de D (a menor do ranking). Derrotamos eles sem derramar uma gota de suor. Foi como brincadeira de criança, uma criança devidamente treinada, claro.
 Após toda essa algazarra, vejo uma criança olhando com olhos molhados por lágrimas e corre imediatamente em minha direção. Nem precisei levantar a espada a criança, ela mal sabia uma boa posição para dar um soco, embora eu tenha visto que ela foi usada apenas como uma distração para que o líder pudesse me atacar por trás, erroneamente claro. Desvio do golpe da criança, a derrubando no chão por um simples chute, desembanho minha espada e faço ela atravessar o corpo do que pensou ser mais astuto que eu, claro que não o matando, pois ele pode ser uma grande fonte de informações futuramente diante da sala de interrogatório.
 Restava apenas aguardar a Unidade de Repreensão em Massa (URM) para dar conta de todo o restante de Neolianos presentes no local, que nem faziam ideia do que aconteceria dentro de alguns poucos instantes.


Continua...


                                                                               By: Magno -BadGuy-


Primeiro Post revisado por Joyce, agora oficialmente revisora ortográfica do VodkaSong, Seja Bem-Vinda.

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